segunda-feira, 16 de abril de 2012

João Pernambuco:



“a morte está respirando atrás da porta.” García Lorca

Vi João Pernambuco no banco da praça
Violão sobre os joelhos em córrego
O que espera, sentado?
Ninguém o reconhece.
Sem pressa, prazo, preza.

A gente ás vezes precisa recorrer a chavões:

Não é porque tenho
Sonhos
Impossíveis
Que deixo de Acreditar neles

Neles Acreditar de deixo que
Impossíveis
Sonhos
Tenho porque é não
(somente o Acreditar, Impossíveis, Sonhos não mudam – frase de epígrafe sobre)


Raphael Vidigal

Pintura: “Concerto Campestre”, de Tiziano. 

5 comentários:

Guru do Metal disse...

as pinturas são boas e os poemas também são muito bons

http://rocknrollpost.blogspot.com.br/

T. disse...

Adorei.
Escreve de forma coerente com uma leve e sentida incoerência. Parabéns.

Bagis Bueno disse...

a imagem ficou perfeita com o texto, show!

http://seenovidadeeuquero.blogspot.com.br

participe do grupo no face: https://www.facebook.com/groups/320215238045845/

M.alves disse...

Bom poema, vc quem escreve?

www.tecknews.co.cc

Anônimo disse...

‎"A gente às vezes precisa recorrer a chavões".

Elisa Taborda