sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
Sopro:

“e procuro uma síntese nas demoras” Ana Cristina Cesar
Sibilo Suave
Sem Sentido
Sugiro Sopros
Sinto Surgir
Sementes Súplicas
Suntuosa Simetria
Sorrateira Similar
Serpente Serpentina
Somente Suposições
Raphael Vidigal
Pintura: “Raízes”, de Frida Kahlo.
Postado por Raphael Vidigal às 02:03 4 comentários
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
Repeti-se:

“Também eu saio à revelia” Ana Cristina Cesar
dedos deduzem
tenros ternos
reluzentes rabiscos
ensimesmados entre
milimétricas mímicas
dolentes, doridas
Raphael Vidigal
Pintura: “Retrato de Ignacio Sanchez”, de Diego Rivera.
Postado por Raphael Vidigal às 00:08 3 comentários
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
Sombras e vultos:

“Também nem tudo é assim escuridão.” Hilda Hilst
Um vulto
Pode-se ver
Uma sombra
Clara, luz, solar
Torna-se manta
Raphael Vidigal
Pintura: “Melancolia”, de Edvard Munch.
Postado por Raphael Vidigal às 02:31 2 comentários
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
poema oculto ou Ocultismo:

“Parece que existem em nós cantos sombrios que toleram apenas uma luz bruxuleante” Bachelard
meu prazer
é descobrir
a sonoridade
oculta
das palavras
como almas curtas
extraviam-se
notas, sons
pausas longas
hão de nos dar
(inundar-se-á)
a devida inflexão (ou seria ambição?)
(ou seria visão?)
salvo sentença
deste dito
meu amigo
foste, eu, um esquilo
chamar-lhe-ia-me
grilo
deixar, faltar
interseções
para unidos
estejam, desejo
e imaginação
quem quando
dá-se à verdade
percebe engano,
engodo selvagem
infrutífera
irrealidade
quem colherá frutas entre espasmos e rãs?
espere-se as maduras
apodrecidas, te alcançarão!
Raphael Vidigal
Pintura: “Nu descendo a escada”, de Marcel Duchamp.
Postado por Raphael Vidigal às 02:59 4 comentários




