sábado, 11 de junho de 2016

Cinzas


Vou sumir sem deixar vestígio
Vou sem nunca ter vindo
Vou como o terremoto
Que deixa mortos e feridos
Sobre os quais ergue uma atmosfera cinza,
Cálida e invisível.

Vou como os tamboretes
Vou como os dromedários
Fino igual gilete
Desconfiado como uma anta.

Com a intempérie dos ventos
E a denúncia dos sudários.



Raphael Vidigal

Pintura: Obra de Edvard Munch.

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