segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Deprê ci ação:


“Fruir uma coisa é amar esta coisa por causa de si mesma” Santo Agostinho

camafeu
cama véu
mausoléu
mau, sou eu?

eu falo do trans ito.
eu invento, minto, ludibrio

poema épico: boiúna [epopéia – partes 1,2,3, quantas forem necessárias]

Quando voltar das sombras
cinzas serpentes bobas
estateladas ao meu redor
hão de seduzir perante minha presença inóspita

Sereis impiedoso ao destruir tuas sementes
No horizonte escrutínio e polimento
serão minhas únicas vestes
túnica de mil labaredas pilares abjetos

suspiro de craviola
insi nua

Raphael Vidigal

Pintura: “Anunciação”, de El Greco.

2 comentários:

Isabel Fogaça disse...

Nos dias de hoje, são raras pessoas que apreciem uma boa leitura.
Gostei muito! (sou suspeita pra falar pois admiro a obra de Santo Agostinho).
Continue seu trabalho levando a poesia aos que tem coração e pondo coração aos que pouco gostam de poesia.

Abraço :)

Guru do Metal disse...

poesia antiga, até que é legal

http://rocknrollpost.blogspot.com/