terça-feira, 24 de janeiro de 2012

caixinha de ouro:


“Il y a toujours
quelque chose d’absente
qui me tourmente.” de Camille Claudel para Rodin


Camille Claudel
Compreendê-la
é guardá-la
caixinha de ouro e marfim
gesso, mármore, bronze
vertem-se regalias
derruba-se a pedra
coração inquieto

Raphael Vidigal

Escultura: “La Danaíde”, de Rodin para Camille Claudel.

2 comentários:

Guru do Metal disse...

esse tipo de poema é meio abstrato

http://rocknrollpost.blogspot.com/

Alessandra Rezende disse...

Muito lindo esse!!!

Sutil, calmo...
e gostei do final por uma coisa boba.

"derruba-se a pedra
coração inquieto"

pela proximidade das palavras pedra e coração.