domingo, 4 de junho de 2017

Estilingue


Não há de contestar a própria ferida
Nem esperar de um dia as cicatrizes
Mantendo-a assim aberta como vida
Que a morte venha a ser o estilingue
Do mocho e do urânio e da estamina
Retornas ao choro e à luz da cirurgia
Por entre sangue os gritos da barriga
E não hei de contestar a própria ferida


Raphael Vidigal

Pintura: Obra de Edvard Munch. 

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