quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Cruzes:


“Dá-me a tua mão desconhecida, que a vida está me doendo, e não sei como falar – a realidade é delicada demais, só a realidade é delicada, minha irrealidade e minha imaginação são mais pesadas.” Clarice Lispector

Madrigal de cruzes
Na tua passagem
Gritos, malabares
Enfileiram luzes
E é só o sumiço
De um eterno baile
Sobe paraísos
Nas cartas em braile

Raphael Vidigal

Xilogravura: “Capela São Francisco”, de Armando Almeida.

9 comentários:

Anônimo disse...

Lindo, lindo!!!
Aproveitei para ler
e reler outras.
Amo Aglaia.

Beijos,

M.Inês

Nathalia F. disse...

Mto bom!

Gabi disse...

Sempre dizendo muito em poucas palavras! =]
Vc é Foda Vidi!

M.alves disse...

Belo poema, parabéns! Se puder passa lá!

www.tecknews.co.cc

Feliz 2012!

Anônimo disse...

vc escreve bem pacas

Bruno Silver

Anônimo disse...

Fala jovem ! Uai, legal que gostaram ... simples mas de coração e alma, :)
Gostei do seu post tb kra, se superando a cada texto, escrevendo cada dia melhor, parabéns !
Abra, Sô !

Rodrigo Aroeira Braga

Garganta disse...

Caramba, concordo com a Gabi: "disse muito em poucas palavras"... Parabéns

Ítalo Richard disse...

Adorei esse! Muito bonito, e a citação a Clarisse foi tudo.

abraço,
www.todososouvidos.blogspot.com

João Batista de Lacerda disse...

Boa rima.
Retribui?