quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Naquela mesma tarde vazia havia um muito de amor:


“Sou brega e assumo. Gosto de palavras como ´ingratidão’.” Cazuza

Percebido que a gente consegue é se desmoronando.
Enfiando nossa faca completamente afiada no outro e se desfazendo.
Saindo de lá acuado, com o único recuo que nos é confortável.
O da experimentação imaterial, imoral e imutável.
O da compreensão supraterrena.
Da vida do outro na nossa vida nos modificando para além seja lá o que nos espere.
Já não existe movimento sem queda.
E que ele seja doce amargo sutil destemperado extremo sem coloquialidade sem restrição muitos dilemas defeitos deveres são seres humanos
sem sermos amor

Pintura: Agony, de Gorky.

Raphael Vidigal

6 comentários:

palavras ao vento disse...

as pinturas deu um toque s mais no texto....muito bom;;;

Gabi disse...

Sempre dizendo o que os apaixonados sentem, mas nao conseguem traduzir em palavras!
muito bom Vidi! =D

Musa disse...

O amor é feito de quedas, e a vida é cheia de amores.

Anônimo disse...

muito bom texto, amor!!!
"Enfiando nossa faca completamente afiada no outro e se desfazendo."

"O da experimentação imaterial, imoral e imutável."

"muitos dilemas defeitos deveres são seres humanos"

ótimos trechos!!!!
=)

Alessandra Rezende

Um Pouco Sobre Isso disse...

Olá, Seu blog está ótimo, tudo de muita qualidade!
Estou seguindo, e sempre que possível volto para comentar.
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Rock in Culture disse...

Legal apesar de eu não gostar de poesia tem trexos forte e complexos bem bom mesmo