sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Âmago:


“me dá
Tudo aquilo que
Não gostas em ti.
E eu farei com isso
Um prazer tão grande
- Mais lindo que as nuvens
Da alvorada clara!”Manuel Bandeira


No âmago do mundo
A dicotomia vida e morte
Há como falar da vida sem falar da morte?
E há morte sem um dia vida?
Um segundo
Um miligrama
Um milímetro
A pequenez abarca a solidariedade
Do que é sólido e inflexível
A vida não se permite sem alternativas
A morte não faz concessões para a vida
Ela finda
Dita fita linda viva morra

Raphael Vidigal

Pintura: Jeune Fille Se Defendant Contre L’amour, de Bouguereau.

Música: Lenda, de Arrigo Barnabé.

4 comentários:

Anônimo disse...

Como sempre tenho muito prazer em ler seus escritos!
Ciclo vicioso....quando acaba, começa e quando começa, acaba.
^^

Gabi

*-* disse...

Oii Gostei do Blog , tmb me amarro em Poesias *-*

Bjs e pasa laa

http://craftingartbr.blogspot.com/

Anônimo disse...

Comentário

Rodrigo Aroeira disse...

2
Não vejo separação entre vida e morte, vejo a morte na vida e a vida na morte.
rs
muito bom seu texto, sua reflexão e poesia.

abra!sô