terça-feira, 19 de novembro de 2019

Sepultamento



Num relance o vejo amedrontado.
Diante da maquinaria do mundo.
É obtusa a tentativa de escapar.
O robusto espaço comprime o
seu pequeno corpo. O barulho
não cessa um minuto e o filhote
está morto. Tê-lo salvo seria mais
digno do que escrever esse poema.
Sua morte é inútil como qualquer outra.



Raphael Vidigal

Pintura: obra de Modigliani.

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