quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Or(leans)DEM e Bragança: -Progresso (?)




Estava aquele rapaz como outro qualquer, que nada tinha de especial, impressionado com aquela vista.

Mansões enormes, dignas de serem comparadas aos castelos fabulosos que ele ouvira falar na infância e vira no cinema nas comédias americanas.
Três, quatro, cinco andares em um único espaço, quase tão ou mais impressionantes que a grandiosidade dos maiores prédios que já havia visto.Recheados de janelas, varandas, quintais, portas, portões, portais.
Homens de preto e cara amarrada fechavam-se em pequenas casinhas embutidas nos casarões.

Jardins que não possuíam apenas o verde clássico que ele apreciara muitas vezes em filmes, livros e fotos de cartão postal.Não, ali naqueles jardins que pareciam florestas havia de todas as cores, tantas cores que eram inclusive mais cores que as cores do arco-íris.Tantas flores que eram inclusive mais flores que as flores do buquê de rosas da dama do filme.
Mas não só de natureza vive o homem.O melhor ainda estava por vir: A Garagem.
Os automóveis importados que levam o homem a qualquer lugar, a qualquer velocidade, qualquer potência.Aqueles carros furiosos demonstravam todo o poder que um cidadão podia almejar, vinham com o slogan do cavalinho famoso e muitos outros, que embora não possuíssem a miniatura do animal feroz ainda assim impunham respeito.
A cada passo que dava mais o rapaz se encantava com toda aquela riqueza, aquele progresso, aquela beleza.Mansões, carros, jardins, ilusões pipocavam diante de seu olhar abismado, bobo, afinal aquele rapaz nada tinha de especial, como outro qualquer.Deu o passo final e caiu no Morro.

Raphael Vidigal

2 comentários:

Ricardo Takahashi disse...

q nem o Morro do Vidigal

Mandou bem

Ricardo Leleski

Pollyanna disse...

Como já havia falado,eu ainda preciso me aprofundar mais na idéia central! Mas esse,eu simpismente amei! Não sei ql mensagem exatamente vc quiz passar,mas,pra mim...é a realidade pura e verdadeira! Vai em frente vidi! Beijuuuuuuuuuuuuus