Mas a maioria teima em se sentir forte.Aqueles que dão valor à pessoas médias por absoluta falta de importâncias em suas vidas.
A falta que lhes faz gente que interessa em seus cotidianos.
Uma das tentativas mais frustrantes é a de explicar o porquê as pessoas se apaixonam.
Há quem aposte em bom humor, inteligência, beleza, conveniência, bom gosto.
Não acredito.
Acredito em ser.
As pessoas querem umas às outras porque elas são.
Pessoas interessantes são fracas.
Tem o meu desdém gente forte.
Quero você.
Porque você é.
Não quero sua beleza, “que nasce dos sentidos e morre quando estes se cansam.”
Nem sua inteligência, “escolho meus amigos pela beleza, (...) meus inimigos pela inteligência.”
Muito menos o seu bom gosto.
Ninguém se satisfaz com semelhanças.
A segurança é uma tristeza.
O bom amor precisa de um quê de desconfiança.
A confiança só nos serve de carrasca.
Mata as aventuras e emoções.
“A arte não ama os covardes.” Vinícius de Moraes
Meu amor nada tem de covarde.
Meu amor é como aquela barba, em que no momento que se faz, recomeça imediatamente a crescer.
Essa coisa meio estúpida e sublime.
Sutil e intensa.
Admiro a sua fraqueza.
Admire a minha fraqueza.
Seja Carne.
“Há venenos tão sutis que, para conhecê-los, cumpre experimentá-los. Há males tão estranhos que, para lhes entender a natureza, é preciso contraí-los.” Oscar Wilde.
As pessoas querem umas às outras porque elas são.
“Senão é como amar uma mulher só linda
E daí? Uma mulher tem que ter
Qualquer coisa além de beleza
Qualquer coisa de triste
Qualquer coisa que chora
Qualquer coisa que sente saudade
Um molejo de amor machucado
Uma beleza que vem da tristeza
De se saber mulher
Feita apenas para amar
Para sofrer pelo seu amor
E pra ser só perdão
A bênção, Pixinguinha
A bênção, Pixinguinha
Tu que choraste na flauta
Todas as minhas mágoas de amor.”
Vinícius de Moraes
Me perdoa por ser tão seu?
Raphael Vidigal
Todas as minhas mágoas de amor.”
Vinícius de Moraes
Me perdoa por ser tão seu?
Raphael Vidigal



